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Enquanto alguns segmentos do franchising crescem ano após ano, outros perdem espaço de forma consistente — seja por mudança de comportamento do consumidor, seja porque o próprio modelo de franquia deixou de fazer sentido para aquele tipo de negócio. Entender essas causas é útil tanto para quem já está em um segmento em queda quanto para quem avalia entrar em um novo.
Setores fortemente ligados a um hábito de consumo específico — compra presencial de um produto hoje facilmente encontrado online, por exemplo — tendem a perder força quando esse hábito muda e a rede não se adapta. O problema raramente é o segmento em si; é a velocidade da adaptação do modelo.
Alguns segmentos perdem força não por falta de demanda, mas por saturação: quando muitas marcas competem pelo mesmo público pequeno, o retorno médio por unidade cai, e o segmento como um todo passa a ser visto como menos atrativo por novos investidores.
Segmentos onde a margem operacional já é naturalmente baixa sofrem mais quando somados os custos de ser franquia — taxa, royalties, fundo de propaganda. Se o modelo não foi desenhado com folga financeira suficiente, ele perde competitividade frente a negócios independentes do mesmo tipo.
Um segmento perde força quando o modelo para de evoluir junto com o comportamento de quem compra.
Segmentos em queda relativa continuam existindo — só crescem menos que a média do setor, ou perdem espaço para formatos adjacentes. Redes que reconhecem esse movimento cedo têm tempo de repensar modelo, formato ou posicionamento antes que a queda se torne estrutural.
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Alimentação, saúde, beleza e serviços têm puxado o crescimento do franchising — mas o motivo por trás de cada um é diferente.
O franchising brasileiro é um dos maiores do mundo em número de redes — e continua se reinventando em formato e tamanho de investimento.
O que caracteriza os grandes grupos de franquia não é só o número de unidades — é a estrutura que sustenta esse tamanho.