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Marketplaces de entrega, de serviços e de produtos mudaram a forma como muitas unidades franqueadas conquistam cliente novo — oferecendo alcance e visibilidade que uma unidade sozinha dificilmente construiria por conta própria. Mas essa relação também traz uma dependência que precisa ser gerida com cuidado.
Marketplaces oferecem acesso imediato a uma base grande de clientes, mas cobram comissão sobre cada venda — o que precisa ser considerado na precificação e na margem da unidade desde o início, não tratado como um canal “gratuito” de vendas.
Unidades que constroem a maior parte do faturamento em cima de um único marketplace ficam vulneráveis a mudanças de comissão, regra ou algoritmo de visibilidade da plataforma — decisões fora do controle da franqueadora e do franqueado.
Redes que tratam marketplace como um canal entre vários — ao lado de canal próprio, loja física e redes sociais — reduzem essa dependência e mantêm mais controle sobre margem e relacionamento direto com o cliente final.
Marketplace é uma vitrine poderosa. Mas vitrine alugada nunca deveria ser o único lugar onde uma marca existe.
Para alguns segmentos, especialmente delivery de alimentação, marketplace já é praticamente parte estrutural do modelo. Para outros, é só mais um canal possível. Cada rede precisa calcular esse equilíbrio considerando margem, dependência e a força da própria marca fora da plataforma.
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