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Franqueador e franqueado têm um interesse comum — o sucesso da marca — mas também têm papéis diferentes, e às vezes tensões naturais: o franqueado quer autonomia, o franqueador quer padrão; o franqueado quer resultado rápido, o franqueador pensa na rede como um todo. Um bom relacionamento não elimina essa tensão, mas cria espaço para lidar com ela.
Redes com bom relacionamento costumam ter canais de comunicação ativos mesmo quando não há problema nenhum: newsletters internas, reuniões periódicas, conselho de franqueados em redes maiores. Isso evita que o único contato entre franqueador e franqueado aconteça só quando algo dá errado.
Franqueados que sentem que suas dificuldades são ouvidas — mesmo quando a resposta é “não podemos mudar isso agora” — tendem a manter uma relação mais colaborativa do que franqueados que sentem que só recebem cobrança. Um canal real de escuta, com resposta, é diferente de uma caixa de sugestões que ninguém lê.
Relação de franquia não é fiscalização — é sociedade de longo prazo, com papéis diferentes e um interesse em comum.
As primeiras interações entre franqueador e franqueado — no processo de venda, no treinamento inicial, nos primeiros meses de operação — definem boa parte do tom da relação nos anos seguintes. Investir nessa fase inicial custa menos do que reconstruir confiança depois de um desgaste.
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Performance de franqueado não se resolve cobrando resultado — se resolve entendendo o que está entre o franqueado e o resultado.
Sem acompanhamento estruturado, a franqueadora só descobre que uma unidade está mal quando o problema já é grande.
Uma franqueadora precisa de indicadores em dois níveis: da rede como um todo, e de cada unidade individualmente.